Na simulação pedagógica avalia-se a sessão inteira: o plano, os recursos e o que faz com o grupo à frente.

Há duas simulações no curso. A inicial, no segundo módulo, é diagnóstica e vale 10 por cento. A final, no nono, integra a componente de competências pedagógicas, que vale 30 e aprecia plano, recursos e progressão no desempenho.
Para que servem duas simulações?
Para observar uma evolução individual. A simulação inicial tem finalidade diagnóstica: identifica as competências que já demonstra e as que precisa de desenvolver, em situação real, antes de os módulos de método terem sido dados. Não quer isto dizer que não se prepare. Prepara-se, e são apreciados o plano de sessão, os recursos e o desempenho, como na final. O que a distingue é o que se faz com o resultado, que serve de ponto de partida e não de sentença.
A final demonstra a progressão. A comparação é individual, entre o que cada pessoa fez na primeira e o que faz na segunda, e o intervalo entre as duas depende do cronograma de cada ação. Daqui sai uma consequência que convém saber à partida: uma simulação inicial fraca não é um problema. É um dado, e é dele que se mede o resto.
O que é observado?
Três coisas, cada uma com a sua ficha de apreciação, e é isso que permite dizer que a avaliação não é uma impressão.
O plano de sessão que trouxe, apreciado por si próprio, antes de a sessão começar. Os recursos didáticos que preparou e usou. E o desempenho na dinamização da sessão, observado com uma ficha de progressão que compara o que se viu na simulação inicial com o que se vê agora. Os três entram na componente de competências pedagógicas, que vale 30 por cento da classificação final, e é por isso que não se pode dizer que os 30 sejam só a comparação entre as duas simulações. São o plano final, os recursos finais e a progressão no desempenho, juntos.
O que se procura no desempenho é aquilo que o curso ensinou a nomear: comunicação com o grupo, gestão do tempo, coerência entre o que o plano prometia e o que a sessão fez, adequação dos métodos, e forma de verificar se o grupo aprendeu. Nada disto se mede com uma régua, e todos estes elementos se observam.
Quanto tempo tem?
Um tempo equivalente para cada pessoa, fixado no cronograma de cada edição, e a equivalência é a regra que mais importa. Ninguém tem mais tempo do que os outros. É por isso que, acima de doze participantes, o curso cresce duas horas por cada pessoa a mais, e cresce nas simulações, distribuídas pelos módulos 2 e 9 nos termos do referencial e da autorização de funcionamento da ação.
Quem observa, e por que ordem se fala?
O referencial prevê três apreciações: a autoavaliação de quem simulou, a heteroavaliação feita pelo grupo, e a apreciação de quem forma. No nosso modelo, e é do nosso modelo que se fala, fazem-se por esta ordem: primeiro a pessoa diz o que viu, depois o grupo, depois quem forma. A ordem serve para que se ouça a própria leitura antes das outras, porque a capacidade de analisar os próprios comportamentos pedagógicos é uma competência trabalhada no curso e considerada na avaliação.
A imparcialidade tem regras próprias, e são as regras da avaliação de todo o curso: fichas iguais para toda a gente, critérios conhecidos antes, condições equivalentes de participação, e classificação publicada depois de validada pela Coordenação Pedagógica.
E se correr mal?
Depende do que «mal» quer dizer. Uma simulação final abaixo do que se esperava, mas acima da inicial, é progressão, e a progressão conta. Já a frequência da simulação final pressupõe aproveitamento nos módulos anteriores, e a aprovação no curso depende de três coisas ao mesmo tempo: avaliação positiva em todos os módulos, classificação final acima do mínimo e cumprimento das condições de assiduidade.
A simulação não tem repetição como mecanismo próprio. O que acontece quando uma destas condições falha está no regulamento de funcionamento, que lhe é entregue no início, que convém ler antes e não depois, e que não pode contrariar o referencial, a autorização de funcionamento, o contrato de formação nem a informação que recebeu antes de se inscrever.
O que preparar
O plano de sessão com a lista de verificação feita. Recursos que consiga justificar. E tempo para ensaiar em voz alta, sozinho, porque a diferença entre um plano no papel e uma sessão dada mede-se em minutos que só aparecem quando se fala. Isto vale para a inicial e para a final, porque as duas se preparam.
Ninguém sai de uma simulação pedagógica igual ao que entrou. É essa a sua utilidade, e é também o seu incómodo.
O que é observado na simulação
| O que é observado | Com que instrumento | O que revela |
|---|---|---|
| O plano de sessão | Ficha de apreciação do plano | Se o que prometeu no papel é exequível e coerente |
| Os recursos didáticos | Ficha de apreciação dos recursos | Se servem a estratégia ou a decoram |
| O desempenho | Ficha de progressão, por comparação com a simulação inicial | A distância percorrida entre as duas simulações |
| O peso | Componente de competências pedagógicas, 30 por cento: plano final, recursos finais e progressão no desempenho | Que a simulação final não é um só número, nem só uma comparação |
| O tempo | Equivalente por pessoa, fixado no cronograma da edição | Que ninguém é avaliado com mais minutos do que os outros |
| O retorno | Autoavaliação, heteroavaliação pelo grupo e apreciação de quem forma. No nosso modelo, por esta ordem | Se sabe ver o que fez antes de ouvir o que viram |
Fontes
1. Factos do curso confirmados pela Coordenação Pedagógica e pelos guias do curso, com uso autorizado pela Direção Executiva a 19 de setembro de 2026. Os guias não se citam como fonte pública.
Antes de escolher uma entidade
Se está a decidir entre entidades, pergunte a cada uma como avalia a simulação e com que fichas. Uma resposta vaga é informação.