Fixámos seis metas para 2025. Cumprimos quatro. E eis o que as outras duas mandaram mudar.

O exercício de 2025 mediu-se contra seis valores de referência, e quatro ficaram cumpridos. O índice global ficou a uma centésima da meta de 4,50, numa escala de qualidade de cinco pontos, e dois itens ficaram abaixo de 4,00, contra uma referência de zero. Publicamos o quadro completo e, a seguir, cada medida que daí resultou, com a evidência que a sustenta e a data em que se prova. Esta publicação fecha a série.
O quadro, sem edição
| Indicador | 2023 | 2024 | 2025 | Referência | Estado |
|---|---|---|---|---|---|
| Ações de formação realizadas | 63 | 63 | 64 | 63 | cumprido |
| Pessoas inscritas | 851 | 810 | 845 | 820 | cumprido |
| Taxa de resposta ao questionário | sem série | sem série | 82,7% | 80% | cumprido |
| Índice global de satisfação | sem série | sem série | 4,49 | 4,50 | a 0,01 da meta |
| Itens abaixo de 4,00 | sem série | sem série | 2 | 0 | não cumprido |
| Intenção de recomendação | sem série | sem série | 97,5% | 95% | cumprido, base de 81 |
Quadro · Indicadores do exercício de 2025 face às referências e ao histórico disponível. Índice em escala de qualidade de cinco pontos.
Os valores de 2023 e 2024 provêm do balanço anual de atividades. As séries de qualidade anteriores a 2025 não são comparáveis, porque o suporte de recolha mudou em janeiro de 2024, e escrever «sem série» é mais honesto do que fabricar uma comparação.
Sobre a taxa de resposta, uma precisão. Os 80 por cento são a referência que o exercício fixou para si próprio; o mínimo que o sistema de qualidade impõe a este questionário é de 70. Cumpriram-se os dois, e os dois se declaram, porque uma meta interna mais exigente do que o mínimo regulamentar só tem valor se ambos estiverem à vista.
Quem fixa as referências, e quando
Os valores de referência foram propostos pela Direção Pedagógica e ficam sujeitos a validação em sede de revisão do sistema de qualidade. Publicá-los assim, com o estatuto declarado, faz parte do exercício: uma meta que só aparece depois do resultado é uma legenda.
As duas linhas que não fecham
A centésima do índice global não se arredonda nem se reclassifica. O valor regista-se como está, contra os 4,50 da referência, porque a solidez de um sistema de metas mede-se no dia em que se falha por pouco e o número se mantém publicado.
Os dois itens abaixo de 4,00 são os que a série já nomeou, as instalações e os meios audiovisuais, tratados em detalhe a 12 de agosto e, na leitura por polo, a 19 de agosto. O que se segue é o que lhes está atribuído.
Uma nota sobre o número da recomendação
Os 97,5 por cento do quadro acima são a proporção de respostas positivas ao item de recomendação do questionário de fim de ação, sobre 81 respostas conclusivas. Não é o mesmo valor, nem a mesma pergunta, que os 94,2 por cento publicados a 26 de agosto, que dizem respeito a quem, seis meses depois, declara que voltaria a frequentar formação na entidade, sobre uma base de 171 respostas. Os dois publicam-se, e publicam-se separados.
A base de 81 é pequena, e é pequena por uma razão de desenho do formulário que a publicação de 10 de agosto explica, com a correção já decidida.
A regra do plano: nenhuma medida sem evidência
Um plano constrói-se de duas maneiras. Fixa-se uma ambição e procura-se depois a justificação, ou parte-se do que a medição mostrou e decide-se sobre isso. Este foi construído da segunda forma. Cada medida abaixo tem a constatação que a originou, e cada constatação está publicada nas peças anteriores desta série, com a base à vista.
No programa
Dezassete respostas escritas pediram mais tempo para o módulo do plano de sessão, e a duração foi o item mais baixo dos recursos mobilizados, com 4,21 numa escala de qualidade de cinco pontos. Daí a revisão do cronograma-tipo, com reforço de horas de prática assistida nesse módulo. Seis referências à ordem dos módulos sustentam a reordenação da sequência e o alinhamento dos instrumentos usados em cada um. E as oito referências ao atraso na devolução de correções fixaram um prazo máximo de cinco dias úteis, monitorizado ação a ação pela Coordenação Pedagógica.
No espaço
As instalações e os meios audiovisuais foram os únicos itens abaixo de 4,00, e a leitura por polo localizou o problema em três locais concretos. A resposta é a vistoria por polo, o plano de substituição de mobiliário, a instalação de telas de projeção dedicadas e a correção da iluminação, com a meta de levar os dois itens acima de 4,00 e reavaliação no trimestre seguinte a cada intervenção. A execução é da Direção de Operações. O investimento é em espaço e em equipamento. Nenhuma parte dele foi para comunicação.
No instrumento
Os dois itens facultativos que ficaram com bases de 172 e 81 respostas passam a resposta obrigatória, e a divergência entre as 845 inscrições do balanço e as 857 do quadro mensal entra em conciliação, com fonte única de dados. A medição corrige-se antes de se pedir ao número que suba.
No acompanhamento
O questionário aos seis meses obteve 171 respostas em 684 contactos, 25,0 por cento, abaixo do mínimo de 30 fixado pelo sistema. Recebe lembretes faseados e formulário simplificado, e prepara-se o primeiro painel a doze meses, com leitura marcada para maio de 2027. Os resultados completos desse acompanhamento saíram a 26 de agosto.
O que não muda, e porquê
Dezasseis respostas apontaram a duração e a carga de trabalho do curso, e é o terceiro tema mais frequente do campo aberto. A duração não desce, e a razão não é de conveniência: as noventa horas são a duração de referência fixada no referencial de formação pedagógica inicial, e não estão na disponibilidade da entidade formadora.
O que se pode redistribuir é a sequência dos módulos, o peso relativo dos momentos práticos e a distribuição dos trabalhos ao longo do percurso, para que a acumulação no final deixe de acontecer. É isso que a revisão do cronograma faz. Dizer que se reduz a carga seria prometer aquilo que o referencial não permite, e o pedido merece resposta verdadeira, não resposta agradável.
Onde isto aterra
A procura sustenta o resto: 1 808 contactos recebidos ao longo de 2025, com setembro e outubro como os dois meses de maior atividade, dez ações de formação cada. O plano do ano, publicado a 25 de agosto pelo Instituto Unicenter, atribui a este curso um crescimento de 15 por cento, que é a banda superior da casa e resulta da procura registada, não de uma meta imposta.
As turmas de outono, com polo, modalidade e duração, estão no calendário de formações. Os resultados deste curso, com a base de cada número e a data de apuramento, passam a viver na página de avaliação do curso, atualizada duas vezes por ano.
E fica o compromisso que abriu a série
A verificação de que estas medidas resultaram realiza-se em auditoria de seguimento no quarto trimestre deste ano, conduzida por pessoa independente da execução. Cada plano tem critério fixado à partida, e se o desvio persistir a ação é reforçada, não encerrada. O resultado será publicado aqui, seja ele qual for.